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MAR 27, 2007 Passe o Dia da Mentira sabendo os mitos da nutrição e não seja mais enganado. Mito: Água quente em jejum queima gordura Beber água quente em jejum ou chá quente depois das refeições não elimina nenhum grama de gordura ingerida ou acumulada. Queimar gordura e perder peso depende da relação entre ingestão de calorias e gasto calórico. Ou seja, o ideal é reduzir a ingestão de alimentos (sempre com orientação e moderação) e aumentar ao máximo a prática de atividade física (também com orientação).
Vai depender da qualidade e quantidade deste líquido. Não é recomendada a ingestão de líquidos durante a refeição, mas, se for beber, o ideal é restringir para um copo pequeno de água sem gás. Em relação aos outros líquidos, a quantidade recomendada é a mesma, mas deve-se atentar para as calorias, caso contrário a resposta para esta questão é positiva. As bebidas gaseificadas e concentradas (sucos) não são recomendadas pelo efeito no funcionamento digestivo. Pode “empurrar” os alimentos aumentando o volume do estômago ou ainda, diminuir a velocidade de esvaziamento gástrico ou ainda, competir com a digestão dos alimentos, dificultando o aproveitamento dos nutrientes. Para quem tem gastrite ou hérnia de hiato nunca são indicados líquidos às refeições, para não distender o estômago.
À noite o metabolismo é mais lento. Mas não é por isso que não devemos comer neste horário, até porque o que realmente engorda, é o jejum!!!. O importante é escolher alimentos leves, de fácil digestão como legumes, saladas, carne magra (como peixes e frango), sopas, frutas. Quanto ao carboidrato, se for consumi-lo à noite, prefira aqueles ricos em fibra e pobres em gordura: fruta, cereais integrais, grãos... Cuidado com a composição e a quantidade do jantar... esses são fatores importantes para a manutenção do peso. Se a refeição da noite for basicamente carboidrato, com pouca ou nenhuma proteína (carnes ou queijos) e ainda sem fibras (legumes e verduras), a absorção dos carboidratos fica muito facilitada e o nível do açúcar no sangue aumenta rapidamente. Enquanto o nível de açúcar está alto, o organismo utiliza esta fonte de energia e inibe o uso de gordura corporal como forma de energia.
Uma dieta com restrição de carboidratos deixa de fornecer o combustível principal para o corpo gerar energia. Como forma de defesa, o organismo retira a energia necessária de suas reservas (glicogênio, que é a reserva de carboidrato, e músculo). A perda destas reservas, leva à perda de água e, conseqüentemente, à perda de peso, mesmo em curto espaço de tempo; mas, no retorno à dieta normal ou habitual, o músculo e o glicogênio se recuperam e o peso aumenta. E a gordura? Em curto prazo, continua intacta, no mesmo lugar. Outro fator prejudicial decorrente da retirada dos carboidratos é a hipoglicemia. A queda do açúcar no sangue diminui as funções cerebrais ocasionando moleza, sonolência, perda de memória, menor concentração e muita dor de cabeça. Em alguns casos, desmaios com risco de acidentes. Então, não
esqueça: o excesso de carboidratos aumenta a gordura corporal
rapidamente, mas a retirada total é muito prejudicial. Mito: Carne vermelha é ruim para a saúde Carne vermelha, frango, porco e peixe contêm gordura saturada e colesterol. Porém, contêm nutrientes que são importantes para a saúde como proteína, ferro e zinco. O consumo de carnes deve ser regular, pois, além de fornecer proteínas, é a maior fonte de cinco vitaminas (tiamina, niacina, riboflavina, B6 e B12) as quais estão relacionadas ao crescimento, à capacidade de equilíbrio, concentração e aprendizado. A carne contém ainda, importantes minerais, dos quais se destacam o ferro e o zinco, presentes em maior quantidade na carne vermelha do que na branca. A carne vermelha possui ainda uma particularidade: 50% de seu conteúdo de ferro é formado por "ferro-heme", um tipo de ferro absorvido mais facilmente pelo organismo. O ideal é alternar os tipos de carne, mantendo em maior quantidade as brancas (peixe e frango sem pele!!) e escolher pedaços de carne que têm menos gordura, retirando qualquer gordura extra antes de cozinhar e aquela aparente após pronta. Exemplos de carnes mais magras: lagarto, coxão mole e duro, alcatra, patinho, músculo.
O jejum pode ser muito perigoso para o organismo, pois como uma forma de defesa, o metabolismo torna-se mais lento e a perda de peso não ocorre de maneira normal. Ou seja, além de fazer mal à saúde, a perda de peso é basicamente às custas da perda de líquidos e massa muscular e, portanto, não é eficaz. No retorno à dieta normal, ocorre justamente o contrário: o organismo se recupera e passa a aumentar o peso, pois absorve mais os alimentos para tentar manter uma reserva maior de energia (gordura armazenada) para se prevenir no caso de um próximo jejum, onde esta reserva será necessária.
Normalmente as pessoas associam as cãimbras à falta de potássio, e como a banana é uma fruta rica em potássio, acreditam que o consumo da mesma inibe o aparecimento da cãimbras. Isto realmente acontece, mas não é esta a causa principal. Cãimbras normalmente aparecem com esforço muscular e aumento de ácido láctico (derivado do glicogênio) nos mesmos, pela incapacidade do organismo remover este “lixinho” dos carboidratos utilizados nos músculos. As outras prováveis causas são deficiência de cálcio e a desidratação, que leva a perdas importantes de sódio e potássio (comum com uso de diuréticos e grandes perdas de suor no exercício). Ambos alteram a capacidade de contração e descontração muscular, levando a cãimbras. Assim, a falta de potássio não é a primeira causa de câimbras. Sem dúvida a banana pode ajudar, mas como a falta de potássio e outros nutrientes não é a única causa para o aparecimento das cãimbras, não se pode dizer que apenas o consumo de alimentos ricos em potássio e cálcio seja a solução. Além disso, é melhor procurar um especialista da área
no caso de repetições freqüentes. Mito: Macarrão engorda Dependendo das quantidades e situações, horários, todos os alimentos engoradam! O macarrão é composto basicamente por carboidratos e quase totalmente isento de gorduras. O que normalmente engorda é a forma de preparo (quando se usa muito óleo) e os molhos adicionados a ele, além do queijo ralado, todos ricos em gordura. O macarrão com molho de tomate - menos calórico - pode fazer parte de uma dieta para perda de peso desde que consumido com moderação.
O pão integral tem a mesma quantidade de calorias que o pão
branco, porém com a vantagem de apresentar um maior conteúdo
de fibras, que poderão contribuir para a saciedade, melhor funcionamento
do intestino e absorção de carboidratos de forma mais
lenta. Alimentos Orgânicos e não orgânicos contêm os mesmos nutrientes e quantidades destes. A vantagem dos orgânicos é que eles não têm agrotóxicos ou esses estão presentes em menor quantidade. Mito: Vitaminas e minerais engordam As fontes de calorias (energia) não são vitaminas e minerais, e sim, carboidratos, proteínas e gorduras (macronutrientes). O que alguns micronutrientes (vitaminas e minerais) têm como função é melhorar o aproveitamento da energia ingerida e propiciar um adequado funcionamento do organismo. Abraços
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