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A Big Shift ( e Pode vir Chumbo Grosso
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MAI 30, 2005 Alguns analistas mais argutos suspeitavam
que Greenspan havia mudado depois que experimentou o estouro da bolha
em 2000, cujas conseqüências foram suaves. No entanto, não
fosse o fluxo dos estrangeiros que ajudaram a financiar a continuidade
da orgia consumista norte-americana o desfecho poderia ser bem diferente.
Esses analistas suspeitavam que Greenspan não iria arriscar
novamente e que miraria na inflação dos preços
dos ativos imobiliários, a mais recente e perigosa bolha, através
de mais aumentos na taxa básica de juros, apesar do risco de
inversão da curva de rendimentos (yield curve).
Chegando ao final do seu termo (janeiro de 2006), tendo vivenciado
o erro cometido ao abraçar a tese da nova economia, de ter adotado
a complacente postura na identificação de uma bolha nos
preços dos ativos financeiros, e não ter mirado na inflação
dos preços das ações no final da década
de 90, Greenspan quis, no seu discurso em 26/08, deixar como herança
ao seu sucessor uma sugestão de como a autoridade monetária
deveria doravante agir.
"... our analysis of economic developments almost
surely will need to deal in greater detail with balance sheet considerations
than was the case in the earlier decades of the postwar period.
The determination of global economic activity in recent
years has been influenced importantly by capital gains on various
types of assets, and the liabilities that finance them. Our forecasts
and hence policy are becoming increasingly driven by asset price changes.”
Traduzindo: "... nossa análise econômica
quase certamente deverá levar em consideração os
preços dos ativos...". Ao empregar o termo “balance
sheet” ou balanço patrimonial em nosso idioma, Greenspan
mirou tanto o lado do ativo, como os preços dos ativos financeiros
e imóveis, bem como na alavancagem.
Disse um sábio chinês:
“Escutar o som do trovão não é
sinal de bom ouvido”.
Em outras palavras, é mister se antecipar ao enxergar os relâmpagos.
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