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DEZ 18, 2007
Comprei na Amazon. O livro é barato, tanto que se não
me engano, o frete saiu o preço do livro. Leitura fácil
em inglês (uma pessoa com conhecimento médio da língua
inglesa será capaz de aproveitar bem o livro). Procurei uma versão
em português, mas até onde sei, está esgotado.
Muito mais interessante que ler meu resumo do livro será
ler o próprio original, mas coloco este resumo por 2 razões:
Porque estou lendo
e fazer um resumo ajuda na minha reflexão sobre os temas abordados;
Quem ler este resumo
poderá se sentir mais interessado em comprar o livro original
e poderá fazer a aquisição com mais certeza de
que vale a pena.
Estudar sobre mercado financeiro com material de boa qualidade, nunca
é demais e em geral encontramos nas revistas e jornais especializados
matérias de baixo conteúdo e muita propaganda.
Observações Finais: quem faz o resumo,
também faz um filtro do que achou mais relevante ou não.
Posso adiantar que o livro é muito mais interessante que o meu
resumo.
Sobre o Autor: Benjamin Graham teve experiência
em mercado de capitais por mais de 50 anos, passando por mercados de
alta, baixa, em wall street, maior bolsa do planeta. Eu queria apenas
ter 1% do know-how que ele teve.
No prefácio Warren Buffet diz que este livro ele leu quando
tinha 19 anos e o considerou o melhor livro sobre mercado de capitais
que havia lido. No prefácio desta edição atual
Buffet diz que continua sendo o melhor livro que ele conhece (sobre
investimento em ações).
Cada capítulo é comentado por Janson Zweig (editor de
economia da revista Money CNN). Vale muito a pena ler os comentários
porque o livro original foi escrito, se não em engano nos anos
50 e o Janson faz comparações entre os anos 50, 60 e a
derrubada de 2000 / 2002.
Para quem leu o livro
do Bastter, este livro seria, digamos assim, mais voltado para o
nível 1 do programa Bastter Blue, inclusive há afinidades
entre os pontos do programa do Bastter (nível 1) e os enunciados
do Graham (compra de ações de grandes empresas, tipo blue
chip, programa de compras regulares e outros).
1º capítulo: Investimento x Especulação
Que resultados (da bolsa) pode esperar o investidor inteligente?
Este capítulo
trata da diferença entre investidor e especulador
O investidor defensivo
está mais interessado em segurança e liberdade do que
em complicação
O investidor defensivo
deve separar suas finanças em 2 grupos: 50% poupança
em títulos e 50% em ações de boas empresas. Em
períodos de mercado de baixa, pode ter uma elasticidade no
portfólio de ações de até 75% . No mercado
excessivamente alto reduzir seu portfólio de ações
para até 25%;
Três conselhos
no final para o investidor defensivo: a) só comprar ações
de blue chips, b) comprar também de fundos de excelente qualidade;
c) fazer um programa de compras regulares por mês ou por trimestre.
Analisa também
conselhos para o investidor agressivo (mas que aqui não entro
em considerações).
2º capítulo: O Investidor e a Inflação
Este capítulo
analisa o impacto da inflação sobre as finanças
É observado
que a inflação corrói mais a parte das finanças
que estão em poupança ou fundos de renda fixa
É observado
que as ações protegem mais o patrimônio contra
a inflação
No final discute
mais uma vez alternativas referentes a proteger a carteira (poupança
+ ações) contra a inflação: fundo em ouro
(apenas 2%) e imóveis (que podem proteger ou não, pois
dependem de outros fatores que fogem ao conhecimento do autor).
Conclusão
final: a inflação é realmente um problemão!
De difícil solução, porque corrói , deteriora
o valor da carteira como um todo, porém as ações
protegem mais (no longo prazo , mais de 10 anos) o valor da carteira
do que as poupanças em títulos do governo ou fundos
de renda fixa.
3º capítulo: 100 anos de Mercado de Capitais
Este capítulo
analisa 100 anos de mercado de capitais americanos...muita coisa se
comparado com o nosso Ibovespa e também com nossa kilometragem
de mercado.
Como o autor viveu
e trabalhou muito, ele comenta as suas recomendações
(p/ os investidores) em 1950, 1960.
Analisa mercados
bullish e bearish desde 1929, passando pela 2a guerra e depois a melhora
nos anos 50, os limites do otimismo, inclusive a derrubada de 2000
e 2001 (analise do comentarista do livro, pois o autor já estava
morto)
A performance do
mercado depende de 3 fatores: crescimento real do lucro e dividendos
das empresas, inflação e crescimento especulativo (apetite
dos investidores pelas aplicações de risco)
Um último
conselho é no sentido de não se dar muita atenção
às próprias previsões de retorno no mercado de
ações, pois certamente vc estará errado, porque
o mercado é sempre surpreendente!
4º capítulo: A Questão Geral do
Portfólio
Este capítulo
trata do problema básico de alocação de recursos
no portfólio entre poupança e ações;
Quanto agressivo
deve ser o portofólio? – o autor responde que a questão
não está exatamente no portfólio, mas no operador;
Há 2 tipos
de investidor: aquele que estuda economia continuamente e monitora
dinamicamente seu portfolio e aquele que cria um piloto automático
(dá menos trabalho e menos excitação)
Recomenda que não
se coloque 100% em ações. Que se mantenha pelo menos
25% em ações , como também não se coloque
100% em fundos de renda fixa.
Recomenda para o
investidor defensivo o rebalanceamento de 6 em 6 meses ou 1 vez por
ano, no sentido de restaurar a equivalência entre renda fixa
x renda variável (supondo 70% ações x 30% em
poupança ou 50% em RV x 50%em RF, considerando que as proporções
devem se ajustar ao perfil de cada um), se possível fazer isso
com um piloto automático (para não dar muito trabalho
de ficar pensando etc), ou como diz o Bastter: ter um plano e segui-lo.
5º capítulo: O investidor Defensivo e
as Ações
Neste capítulo
o autor analisa os méritos do investimento em ações,
em particular por causa do retorno de dividendos e JCP serem superiores
(no longo prazo) aqueles obtidos na renda fixa
Recomenda que na
composição do portfolio se escolham empresas tipo blue
chip: grandes empresas, com boa administração e boas
pagadoras de $$$
Recomenda que não
se compre ações de boas empresas pagadores de dividendos
a qualquer preço, pois se elas estiverem muito caras, o retorno
será ínfimo.
O autor recomenda
cuidado com as ações ditas de crescimento, que crescem
sem gerar lucros, não pagam dividendos e depois de alguns anos
perdem valor de mercado muito rapidamente.
O comentarista do
livro aplica os conceitos do Graham para mostrar a furada que foram
as empresas de informática nos anos 2000 e 2001 pois cresciam,
cresciam sem darem lucro e pagarem dividendos. Vários casos
são apontados: Cisco, entre outros e o mais impressionante
é o da empresa do Linux, que fez um IPO caríssimo e
deu grande déficit...
No final recomenda
enfaticamente que para o pequeno investidor o melhor método
é o de se fazerem compras regulares com uma quantia fixa em
reais (chamado dollar average), p. ex. todo mês compra 200,00
ou 500,00 não se importando se o mercado está em alta
ou em baixa, se ele entende ou não de mercado. Este procedimento
com o passar dos anos é que fará a diferença
no portfólio pois dará uma tranqüilidade ao aplicador
(o piloto automático).
Além do dollar
average, outra ferramenta importante para o pequeno investidor é
o rebalanceamento regular (a cada 6 meses), como se fosse um piloto
automático que vai liberar o investidor de agir como se tivesse
de prever a flutuação do mercado a cada dia.
6º capítulo: Política de Portfólio
para o Investidor Empreendedor
O lado negativo:
Neste capítulo
o autor analisa assuntos de interesse do investidor empreendedor ou
mais agressivo, ressaltando o cuidado com as “ furadas”
tais como bonds de segunda classe (junky bonds), ações
de empresas de terceira linha e coisas que hoje em dia seriam os titulos
sub prime .
Análise
pelo comentarista de bonds da WorldCom.. furados e IPO´s furados
como o a Linux
Este capítulo
é mais sobre coisas que se devem evitar no mercado, mas que
de tempos em tempos aparecem, querendo vender o “paraíso”.
7o capítulo: Política de Portfólio
para o Investidor Empreendedor
Lado positivo:
O autor continua
suas considerações para o investidor mais empreendedor,
o que quer dizer: para aqueles que possuem mais tempo para estudar
o mercado e podem assumir posições em mercados de new
housing, títulos industriais de municípios e outros
títulos, inclusive no exterior. Aqui no Brasil não há
tanta variedade, mas nos últimos anos tem aparecidos coisas
como debentures, fundos imobiliários etc
Discute que o plano
50% - 50% ainda que seja um bom plano para o investidor defensivo
pode se mostrar pouco interessante para o investidor empreendedor,
mas que se ele exceder a relação 25% RF e 75% renda
variável deve ter convicções firmes sobre os
perigos do mercado.
Discute longamente
a questão das empresas de crescimento (growth) e o fato de
se ficar com ações destas empresas por digamos 10 anos.
Analisa históricos
de fundos de growth companies nos anos 60 e conclui que a rentabilidade
não foi assim tão superior ao SP500 ou ao Dow Jones.
Analisa casos excepcionais
de growth como da General Electric e da IBM nos anos 50 e 60, indicando
que nestes casos o excepcional se deu mais em função
da visão dos operadores de mercado (que mantiveram os papeis
em alta) do que propriamente dos resultados oferecidos pelas empresas
Faz uma interessante
observação quanto à questão de que grandes
fortunas são feitas por investidores que compraram ações
(de boas empresas) quando estas estavam começando e ficaram
com as ações por longos anos, apesar de todos os maus
momentos ocorridos no mercado etc - A resposta é que estes
investidores ficaram com as ações porque possuíam
vínculo com os controladores seja através de emprego
ou relações familiares e que a questão dos períodos
de declínio sempre fazem a questão inicial retornar
(ficar com as ações por longo e longuíssimo prazo
vale a pena?).
Apresenta 3 áreas
de interesse para o investidor empreendedor: a) as grandes empresas
não populares, b) as compras de barganhas e c) a compra de
empresas em situações especiais
Ainda no comentário
do capítulo (por Jason Zweig) são feitos 2 comentários
muito interessantes: um sobre as empresas de crescimento que desejam
crescer para sempre (análise de caso da Cisco e Nortel –
quanto maior o crescimento, maior a queda) e outra sobre colocar todos
os ovos na mesma cesta. Análise de casos como Bill Gates e
Microsoft, Sam Walton e Wall Mart. Em resumo: se funcionou para algumas
poucas grandes fortunas, não quer dizer que vá funcionar
para investidores médios ficarem milionários.
8º capítulo: O investidor e as
Flutuações do Mercado
O autor comenta
que o investidor defensivo deve comprar quando os preços não
estão muito altos.
Comenta que as previsões
sobre altas e baixas do mercado são muitas vezes errôneas
e que o investidor defensivo vai tirar pouco proveito delas;
Indica pra o investidor
defensivo usar o rebalanceamento de sua carteira
O Janson tem excelentes
comentários neste capítulo. Um dos mais interessantes
diz que o investidor inteligente controla o que é controlável:
seus custos de home broker, suas expectativas, seu risco (através
de diversificação e rebalanceamento), seus impostos
e seu comportamento.
O mais importante
não é superar o mercado, é você conseguir
atingir seus objetivos de vida! (boa aposentadoria etc).
Paradoxalmente você
estará muito mais no controle, se você entender que você
não tem o controle sobre as flutuações de mercado.
9º capítulo: Investindo em Fundos
de Investimento
O autor comenta
que uma grande coisa que estes fundos trouxeram foi o hábito
de poupança e investimento individuais;
Que os fundos facilitam
a vida dos pequenos investidores porque evitam que eles fiquem especulando
e comprando ações de 3a linha (micos)
Porém que
no aspecto mais estritamente profissional, nem todos os fundos tiveram
performance melhor que os indexes de bolsa (tipo S&P500, Bovespa),
ocasionando que alguns fundos sejam melhor administrados que outros.
No comentário
do capítulo o Janson indica que deve-se permanecer em um fundo
por pelo menos 3 anos, para avaliar se ele está indo bem ou
não.
10º capítulo: O Investidor e seus Conselheiros
O autor indica
que pessoas na hora de fazerem um seguro pessoal ou de veículos
procuram um bom corretor para obterem um aconselhamento. No caso de
investimento em ações também procuram por aconselhamento,
mas que neste caso é uma coisa que tem uma característica
singular: ensinar a ganhar dinheiro, porque o bom aconselhamento financeiro
significa ensinar alguém a lucrar e parte-se do pressuposto
que todos têm noção de como fazer isto...
Relata o autor que
na década de 70 muitas pessoas procuravam por aconselhamento
financeiro a diversos tipo de orientadores diferentes: amigos, banqueiros,
corretoras etc. O Janson, no seu comentário do capítulo,
indica que no início do ano 2000 acontece a mesma coisa: +/-
17% das pessoas buscam aconselhamento com amigos, 10% com revistas
de finanças, a novidades é quer hoje em dia 8% buscam
orientações na internet e 3% com canais financeiros
na TV.
Relata ainda, para
alguns afortunados, conselhos sobre como escolher um orientador financeiro,
mas isto não me parece muito comum por estas bandas hoje em
dia.
11º capítulo: Análise segura
para o Investidor Básico, uma Visão Geral
O autor apresenta
(visão geral) seus padrões de análise de segurança
para ações.
Seu teste básico
é o earning coverage test, ou seja: quantas vezes o lucro é
maior que os custos (o ideal varia de 4 a 7 vezes). Além disso
seria importante notar outros fatores: o tamanho da empresa, o valor
dos ativos etc
A forma ideal de
analisar uma ação é através de uma avaliação
sobre seu valor (valuation). Esta valuation se obtém pela estimativa
de lucros futuros x um fator de capitalização
Analisa que é
sempre muito difícil estimar com precisão os lucros
futuros, em especial para as ditas empresas de crescimento (growth)
No comentário
do capítulo o Janson aponta 5 elementos que o Graham havia
selecionado como decisivos:
1- o programa de longo prazo da empresa,
2- a qualidade de seus gerentes,
3 - a força financeira e estrutura de capital,
4 - o histórico de dividendos e 5 - o dividendo corrente.
12º capítulo: Coisas a considerar sobre
Lucro por Ação
Apresenta 2 recomendações
p/ o investidor: a) não se basear apenas no lucro anual e b)
não deixar de ler as notas explicativas dos balanços
Neste capítulo
ele analisa o lucro por ação da alcoa apresentado em
1970, observa que o lucro por ação divulgado foi um,
mas lendo-se atentamente as notas explicativas, observa-se que houve
a maquiagem contábil, que o lucro real é bem menos.
Pondera que é
melhor analisar o lucro por períodos (lucro médio),
digamos assim de 3 em 3 anos ou de cinco em cinco anos, pois as maquiagens
contábeis ficam mais fáceis de serem encontradas
13º capítulo: Comparação
de 4 empresas selecionadas
O autor analisa
4 empresas em 1970 com base em seus critérios de performance:
lucratividade, estabilidade dos lucros em 10 anos, crescimento, posição
financeira (das empresas), dividendos e preços históricos.
Da análise
das 4 empresas fica um sumário dos critérios de análise
de performance do Graham: tamanho adequado, suficiente força
financeira, dividendos contínuos ao longo dos anos, não
ter prejuízo nos últimos 10 anos, estes quesitos ele
vai desenvolver melhor no capítulo 14.
14º capítulo: Seleção
de ações para o Investidor Defensivo
O autor recomenda
que se adquira um portfolio de empresas blue chip, a serem pesquisadas
dentro do index equivalente ao Bovespa, por exemplo. Caso queira selecionar
ele mesmo suas empresas, deve levar em consideração:
- o tamanho adequado da empresa, o crescimento dos lucros, a relação
P/L moderada e a relação Preço / valor patrimonial
(também moderada).
Pondera ainda que
um analista de ações olha mais para o futuro do que
para o passado e que esta visão do futuro pode ser feito de
2 maneiras: ou projeções ou proteção;
O investidor defensivo
deve pautar sua análise na questão sobre se o preço
atual da ação inclui uma margem de segurança
que possa absorver imprevistos no futuro... isto para ele deve ser
mais importante que previsões de lucros futuros, até
porque é impossível acertar as previsões.
Recomenda que o
investidor defensivo não se atenha a questão: quais
as melhores ações? mas dê enfase na diversificação;
No comentário
do capítulo o Janson faz uma interessante abordagem sobre a
diversificação.
15º capítulo: Seleção de
ações para o Investidor Empreendedor
O autor começa
descrevendo a dificuldade dos profissionais, sejam de fundos ou individuais
em baterem o índice S&P 500. Entretanto indica alguns caminhos
que o investidor empreendedor deve tomar, se quiser escolher suas
próprias ações.
Este capítulo
trata de ações de segunda linha, empresas em situações
especiais (liquidações);
De qualquer modo,
Graham indica 2 critérios que não podem deixar de ser
observados: 1 - a compra de ações de empresas que estejam
sendo negociadas a baixos múltiplos, 2 – ações
de empresas que estejam sendo negociadas abaixo de seu valor patrimonial.
16º capítulo: Títulos conversíveis
e Garantias
Neste capítulo
o autor trata de bonds conversíveis em ações
e outros títulos, inclusive opções conversíveis
em ações distribuídas por empresas.
O autor demonstra
sua insatisfação com estes títulos, acha uma
furada.
Como aqui no Brasil
este tipo de título não é muito comum (até
onde sei), não vou me estender em tópicos deste capítulo.
17º capítulo: Quatro Casos Instrutivos
Neste capítulo
o autor analisa 4 casos muito instrutivos: a) uma empresa gigante
sobreavaliada, que em alguns anos vai a falência b) um império
de conglomerados, c) uma fusão onde a empresa menor (e menos
lucrativa) domina a maior e d) um IPO furado, que em pouco tempo leva
o acionista a perda total.
Estes 4 casos de
empresas da década de 70 são analisados com minúcias.
Na parte de comentários o Janson faz uma equivalência
com empresas de 1999 a 2002, principalmente da área de informática
Moral do
capítulo: as furadas do mundo corporativo continuam
por aí... cabe ao analista conhecer o histórico das
empresas para evitar cair nestas compras, que depois dão dor
de cabeça.
18º capítulo: Uma comparação
de 8 Pares de Empresas
Neste capítulo
o autor coloca todos os seus conceitos de análise em prática.
Pega 8 pares de empresas próximas ou afins de vai demonstrando
a análise do lucro, da capacidade financeira, a composição
acionária...até demonstrar que uma empresa é
sólida e a outra não atende aos critérios de
solidez financeira, pagamento de dividendos, lucro satisfatório
etc
Um capítulo
essencialmente prático;
Na parte do comentário
do capítulo o Janson faz a mesma coisa, porém com empresas
do final dos anos 90 e início do ano 2000 (crise de wall street
e nasdac)
19º Capítulo: Política de Dividendos
Este capítulo
analisa as relações entre administradores da empresa
x acionistas quanto à política de pagamento de dividendos.
A tendência nos anos 50 era as empresas pagarem bons dividendos
e que nos anos 90 isso mudou, sendo aceito pelo mercado que os dividendos
sejam baixos, visando uma reaplicação no próprio
negócio.
Analisa casos de
empresas que não pagam dividendos, casos de empresas que pagam
dividendos e chamam subscrição.
Casos de split
de ações, de recompra de ações para guarda
em tesouraria.
Situações
de administradores que ganham opções de compra de ações
(da empresa), algumas vezes obtendo uma remuneração
maior para si, que propriamente para os acionistas.
20º capítulo: Margem de Segurança
Margem de Segurança como conceito central de investimentos.
Este é o conceito mais importante de Graham:
Apresenta seu conceito
central de investimentos: margem de segurança
MS seria o “plus”
a mais que o investimento em ações teria sobre o investimento
equivalente em poupança (renda fixa)
Entendendo a margem
de segurança: Como se analisa o poder de lucratividade de uma
empresa? Preço/Lucro = 11 (por exemplo), logo temos um poder
de lucratividade 9 earning power) de 1/11 = 9%. Uma vez que a poupança
paga 6% ao ano, uma ação que tenha um poder de lucratividade
de 9% ao ano possui uma margem de segurança de 50%. Esta margem
de segurança propicia um plus a mais caso o lucro anual não
seja tão positivo.
Conceito de margem
de segurança serve para analisar se as ações
estão caras ou baratas, pois o poder de lucratividade é
comparado com um investimento equivalente em renda fixa.
Outro conceito decorrente
da MS é o de diversificação dos ativos, pois
traz para o investidor conservador mais segurança.
Na parte comentada
deste capítulo o Janson traz uma excelente analise sobre o
que é risco para o investidor mais tradicional, como analisá-lo
e como se precaver dele.
Alguns comentários do Janson sobre risco:
O risco não
está nas ações, está dentro de você;
O risco é
composto por doses iguais de 2 ingredientes: probabilidades e conseqüências.
Antes de investir você deve fazer uma análise realística
de suas probabilidades de estar certo e ter noção de
como reagirá se estiver errado.
Por ignorarem o
chamado de Graham pela margem de segurança, muitas pessoas
tomaram o lado errado do desafio de Pascal (se você não
se lembra do desafio, veja no livro ou na web). Certos de que conheciam
as probabilidades de estarem corretos, eles não fizeram nada
para protegerem-se contra as conseqüências de estarem errados.
Apêndice: Nova Especulação com
as Ações
Há vários tópicos abordados no apêndice,
este pareceu mais relevante:
O autor comenta
que no início do século XX, o fator especulativo referia-se
apenas à empresa individualmente, ao seu valor presente, se
ela teria condições de pagar suas contas e dividendos.
Nos anos 70 (quando
o apêndice foi escrito) novo elemento especulativo foi incluído
que traz mais incerteza: a ênfase principal nos lucros futuros
ou crescimento futuro. A diferença então é que
nos velhos tempos a especulação era endógena
e hoje em dia é exógena
Que esta precificação
dos lucros futuros traz uma serie de modelos matemáticos (pouco
claros) e induz muitas vezes a erros de avaliação (valuation)
O autor coloca
que nos anos 70 (e daí para a frente) a valuation pelo valor
futuro da empresa se torna cada vez mais usual, ainda que dê
margem a erros.
Enviado pelo forense Paulo Frontin.
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