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Aprendizado Entendendo Economia
 
 

JAN 20, 2004  A economia é considerada uma ciência social porque a ciência social estuda a organização e o funcionamento das sociedades assim, pode-se dizer que a Ciências Econômicas ocupa-se do comportamento humano, e estuda como as pessoas e as organizações na sociedade se empenham na produção, troca e consumo dos bens e serviços.

Problemas econômicos básicos

A economia estuda a relação que os homens têm entre si na produção dos bens e serviços necessários à satisfação dos desejos e aspirações da sociedade.

Ocorre que as necessidades humanas são infinitas e ilimitadas. Isto porque, o ser humano pela sua própria natureza, nunca está satisfeito com que possui e sempre deseja mais coisas.

Por outro lado, os recursos produtivos que a sociedade conta para efetuar a fabricação de bens e serviços, têm caráter finito ou limitados.

Há, portanto, uma contradição, os desejos e necessidade da sociedade são ilimitados e os recursos para efetivar-se a produção dos bens e serviços que devem atendê-los são limitados.

Isso nos leva a seguinte proposição:

Por mais rica que a sociedade seja, os fatores de produção serão sempre escassos para efetivar a fabricação de todos os bens e serviços que essa mesma sociedade deseja.

Ela terá que efetuar escolhas sobre quais os bens e serviços deverão ser produzidos, da mesma forma que os homens, contanto com os salários de determinado valor, não pode naturalmente consumir todos os bens e serviços que deseja, devendo escolher entre eles quais poderão adquirir e que estejam ao alcance de sua renda.

Portanto, a ciência econômica é aquela que estuda a escassez ou que estuda o uso dos recursos escassos na produção de bens alternativos.

Métodos de investigações na Economia

Os métodos científicos caracterizam-se pelo raciocínio lógico e são classificados em indutivos ou dedutivos.

Indutivo: É um método de raciocinar que parte de fatos particulares para se chegar a conclusões gerais.

Dedutivo: É um método de raciocinar que parte de premissas gerais para conclusões específicas.

Divisão usual da Economia

Microeconomia: preocupa-se em explicar o comportamento econômico das unidades individuais de decisão representadas pelos consumidores, pelas empresas e pelos proprietários de recursos produtivos.

Macroeconomia: estuda o comportamento da economia como um todo. Estuda o que determina e o que modifica o comportamento de variáveis agregadas tais como a produção total de bens e serviços, as taxas de inflação e de desemprego, o volume total de poupança, as despesas totais de consumo, as despesas totais de investimento, e as despesas totais de governo.

Sistema econômico

É a forma como a sociedade esta organizada para desenvolver as atividades econômicas de produção, circulação, distribuição e consumo de bens e serviços.

Fluxos econômicos numa economia de mercado

Numa versão simplificada do funcionamento de uma economia de mercado, há de se distinguir dois agentes econômicos fundamentais: as unidades produtivas ou empresas e as unidades consumidoras ou famílias.

Alguns conceitos básicos

Necessidade Humana: Entende-se por necessidade humana a sensação da falta de alguma coisa unida ao desejo do satisfazê-la.

Além disso, não podemos nos esquecer de que as necessidades biológicas do ser humano renovam-se dia a dia, exigindo da sociedade a produção continua de bens com a finalidade de atendê-las. Paralelamente, a perspectiva de elevação do padrão de vida e a evolução tecnológica fazem com que “novas” necessidades apareçam, a que demonstra o fato do que as necessidades humanas são, realmente, ilimitadas.

Par essa razão sabemos que nem todas as necessidades humanas podem ser satisfeitas. E é esse fato que explica a existência da economia, cabendo ao economista a estudo do modo de satisfazer, tanto quanta possível, tais necessidades.

Bens e Serviços: de modo geral, pode-se dizer que bem é tudo aquilo que permite satisfazer uma ou várias necessidades humanas. Os bens são classificados em:

Os Bens Econômicos são relativamente escassos e supõem a ocorrência de esforço humano na sua obtenção. Tais bens apresentam como característica básica o fato de terem um preço.

Quanto à natureza, os Bens Econômicos são classificados em dois grupos: Bens Materiais e Bens Imateriais ou Serviços.
Quanto ao destino, os Bens Materiais classificam-se em Bens de Consumo e Bens de Capital.

Bens de Consumo são aqueles diretamente utilizados para a satisfação das necessidades humanas. Podem ser de uso não-durável ou seja. que desaparecem uma vez utilizados (alimentos, cigarros, gasolina etc.) ou de uso duráveis que tem como característica o fato de que podem ser usados por muito tempo (móveis, eletrodomésticos etc.).

Bens de Capital (ou Bens de Produção), por sua vez, são aqueles que permitem produzir outros bens. São exemplos de Bens de Capital as máquinas, computadores, equipamentos, instalações, edifícios etc.

Tanto os Bens de Consumo quanto os Bens de Capital são classificados como Bens Finais, uma vez que já passaram por todos processos de transformação possíveis, significando que estão acabados.

Além dos Bens Finais existem ainda os Bens Intermediários, que são aqueles que ainda precisam ser transformados para atingir sua forma definitiva. Eles são produtos utilizados no processo de produção de outros produtos, sendo, também, classificados como bens de capital. A título de exemplo podemos citar o fertilizante usado na produção de arroz, ou o aço, o vidro e a borracha usados na produção de carros.

Os bens ainda podem ser classificados ainda em Bens Privados e Bens Públicos.

Os Bens Privados são os produzidos e possuídos privadamente. Como exemplo termos os automóveis, aparelhos de televisão etc.
Os Bens Públicos referem-se ao conjunto de bens gerais fornecidos pelo setor público: educação, justiça, segurança, transporte, etc.


Recursos Produtivos: os Recursos Produtivos (também denominados fatores de produção) são elementos utilizados no processo de fabricação dos mais variados tipos de mercadorias as quais, por sua vez, serão utilizadas para satisfazer necessidades.

Os Recursos Produtivos podem ser classificados em quatro grandes grupos: Terra, Trabalho, Capital e Capacidade Empresarial.

Terra (ou Recursos Naturais): é o nome dado pelos economistas para designar os recursos naturais existentes, ou dádivas da natureza, tais como florestas, recursos minerais, recursos hídricos etc. Compreende não só o solo utilizado para fins agrícolas, mas também o solo utilizado na construção de estradas, casas etc.

Trabalho: é o nome dado a todo esforço humano, físico ou mental, despendido na produção de bens e serviços.

Capital (ou Bens de Capital): pode ser definido como o conjunto de bens fabricados pelo homem e que não se destinam à satisfação das necessidades através do consumo, mas que são utilizados no processo de produção de outros bens. O capital inclui todos os edifícios, todos os tipos de equipamentos e todos os estoques de materiais dos produtores, incluindo bens parcial ou completamente acabados, e que podem ser utilizados na produção de bens.

Capacidade Empresarial: alguns economistas consideram a “Capacidade Empresarial” como sendo também um fator de produção. Isto porque o empresário exerce funções fundamentais para o processo produtivo.

Agentes Econômicos: aAgentes econômicos são pessoas de natureza física ou jurídica que, através de suas ações, contribuem para o funcionamento do sistema econômico. São eles:

Famílias: incluem todos os indivíduos e unidades familiares da economia o que, no papel de consumidores, adquirem os mais diversos tipos de bens e serviços objetivando o atendimento do suas necessidades do consumo. Por outro lado, as famílias, na qualidade do “proprietárias” dos recursos produtivos, fornecem às empresas os diversos fatores de produção: Trabalho, Terra, Capital, a Capacidade Empresarial.

Empresas: são unidades encarregadas de produzir e/ou comercializar bens e serviços. A produção é realizada através da combinação dos fatores produtivos adquiridos juntos às famílias.

Governo: inclui todas as organizações que, direta ou indiretamente, estão sob o controle do Estado, nas suas esferas federais, estaduais e municipais. Muitas vezes o governo intervém no sistema econômico atuando como empresário e produzindo bens e serviços através de suas empresas estatais.

Mercado: entendemos por mercado um local ou contexto em que compradores (o lado da procura) e vendedores (o lado da oferta) de bens, serviços ou recursos estabelecem contato e realizam transações.

Para fins de análise econômica o conceito de mercado não implica, necessariamente, na existência de um lugar geográfico em que as transações se realizem.

Questões econômicas fundamentais

· O que produzir?
· Como produzir?
· Para quem produzir?

Curva de possibilidades de produção: uma ilustração do problema da escassez e da escolha.

Para fins de simplificação, discutiremos o dilema da opção e suas possíveis soluções ao nível de um empreendimento agrícola.

Consideremos inicialmente uma fazenda com uma determinada extensão de terra, um conjunto de instalações, máquinas e equipamentos e um número fixo de trabalhadores.

Como a análise simultânea de tais problemas é bastante complicada, vamos, para simplificar, supor que nessa fazenda só se produzam dois tipos de bens: milho e soja.

Se o fazendeiro utilizar toda a terra para cultivar milho, não haverá área disponível para o plantio de soja. Por outro lado, se ele quiser se dedicar somente à cultura de soja, utilizando-se de toda a sua propriedade para este fim, não poderá plantar milho.

Existirão, é claro, soluções alternativas intermediárias, com a utilização de parte das terras para o plantio de soja, ficando a fração restante para a cultura de milho. As várias possibilidades de produção podem ser ilustradas através de um exemplo numérico.


Quadro 1: Possibilidades de Produção em uma Fazenda.

Vamos, a seguir, representar graficamente a escala de possibilidades de produção entre milho e soja (Figura 1). Para tanto, utilizaremos um sistema de eixos cartesianos. O eixo das ordenadas (vertical) representará a quantidade de milho que a fazenda pode produzir.

No eixo das abscissas (horizontal) representaremos a quantidade de soja que pode ser obtida.

“Curva de Possibilidades de Produção” (ou Fronteira de Possibilidades de Produção) e nos mostra todas as combinações possíveis entre milho e soja que podem ser estabelecidas, quando todos os recursos disponíveis estão sendo utilizados (significando estar havendo pleno emprego de recursos).

Eficiência Produtiva: assim, terá eficiência produtiva somente se estivermos situados sobre a fronteira (ao longo da linha AF), onde aumentos na produção de soja deverão vir, necessariamente, acompanhados de diminuições na produção de milho.

Custo de Oportunidade: acabamos de verificar que se a fazenda estiver usando eficientemente seus recursos (o que indica uma situação de pleno emprego) um aumento na produção de soja somente ocorrerá mediante uma diminuição na produção de milho. Assim, o custo de um produto poderá ser expresso em termos da quantidade sacrificada do outro.

“Custo de Oportunidade” é expressão utilizada para exprimir os custos em termos das alternativas sacrificadas.

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