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JAN 20, 2004 Conheça abaixo um breve ensaio sobre os tipos de Economia existentes no mundo contemporâneo. Economia Mundial Conjunto de atividades econômicas desenvolvidas em todo o mundo. A forma de ganhar dinheiro, de obter rendimentos, de gastá-los ou poupá-los para obter riqueza, depende de como o dinheiro é ganho, gasto e poupado no restante dos países. Estes vínculos internacionais existem há muito tempo, mas, devido às mudanças de natureza, a sua intensificação e ampliação, a economia mundial atual é bem diversa da economia internacional anterior. Ao abordar este tipo de economia, estão sendo abordadas as relações internacionais existentes desde o surgimento do comércio, e também é afirmado que a produção, o consumo, o investimento, as finanças e qualquer outra atividade econômica estão organizadas em escala mundial. Isto significa que as instituições nacionais possuem poder restrito para influir sobre sua própria atividade econômica. Os governos têm pequena margem de manobra para mudar o nível de emprego ou mudar o saldo da balança de pagamentos, através de sua política fiscal ou monetária. São necessários, portanto, acordos com outros governos ou, no caso de países com economias frágeis, adequar-se ao movimento econômico mundial de acordo com as condições impostas pelas instituições internacionais, mais concretamente o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). Por outro lado, as empresas nacionais estão sendo substituídas por grandes multinacionais. Existem três importantes mecanismos integrando a economia mundial: o comércio, a produção e as finanças. O comércio é medido pelas exportações e importações de bens e serviços. É freqüente a idéia de que o comércio internacional está limitado ao intercâmbio de bens acabados, mas o correto é que uma elevada percentagem das transações é produzida pelo intercâmbio de bens produzidos em vários países e montados em outros que, por sua vez, exportarão o bem acabado a outros, fato que reflete a globalização do próprio processo produtivo. Isto significa que as grandes corporações multinacionais produzem cada componente do produto no país que lhe ofereça melhores condições para sua fabricação. Quanto às finanças, a operação internacional mais simples é a compra e venda de divisas. As condições econômicas predominantes em cada país dependem em grande parte do que ocorre na economia mundial, refletida no comércio internacional, na produção global e nas finanças internacionais. Outros fatores que contribuem para a integração da economia dos diversos países em uma única economia mundial, são as migrações e a difusão internacional da tecnologia. Embora ocorra esta integração, o resultado não é homogêneo, como o demonstra o crescimento desigual econômico dos diferentes países, permitindo que alguns enriqueçam enquanto outros empobrecem. Economia de Mercado Modelo econômico segundo o qual, com exceção de determinadas atividades consideradas próprias do estado (como a defesa nacional, a promulgação de leis e a manutenção da ordem pública), todas as demais atividades e as transações econômicas dependem da livre iniciativa das pessoas, para alcançar seus objetivos econômicos da forma considerada a mais apropriada, sem a intervenção do governo. Neste contexto econômico, os indivíduos decidem livremente questões relativas ao emprego, à utilização de seu capital e de seus recursos; por exemplo, como distribuir os lucros entre a poupança e o consumo e como escolher para comprar entre os diferentes bens oferecidos. Há controvérsias sobre quais atividades são de competência do Estado e quais cabem à iniciativa privada. O direito à liberdade e à segurança, constituindo direitos fundamentais, não pode estar sob o controle do mercado, pois não pode depender do poder aquisitivo do indivíduo. Da mesma maneira, os direitos humanos — por exemplo, o direito à vida e, portanto, a uma saúde pública mínima — requerem a intervenção do Estado na prestação de serviços médicos privados. Quando atividades econômicas são desempenhadas por empresas do setor privado, torna-se necessária uma regulamentação pública para impedir, por exemplo, a apropriação indébita de propriedade. Economia Centralizada Caracteriza-se por forte regulamentação e planificação por parte do Estado nos países comunistas. A queda dos sistemas comunistas nos países do Leste Europeu, em 1989, e na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), em 1991, serviu como argumento para demonstrar não somente que a planificação centralizada ou o projeto comunista fracassou, mas também que é inviável. Uma opinião mais serena não estabeleceria generalizações tão taxativas. Em primeiro lugar, não se pode valorizar sua pertinência baseando-se nos sucessos econômicos e, em segundo lugar, sua associação com o termo socialismo ou comunismo somente tem sentido quando se trata de mostrar que esse era o único sistema econômico alternativo ao capitalismo. Esse sistema econômico não foi implantado na URSS depois da Revolução Russa de 1917, mas quando Josef Stalin, em meados da década de 1920, tomou o poder e o controle do Partido Comunista da União Soviética (PCUS). Com o objetivo de reconstruir a economia a curto prazo, os objetivos, a médio prazo, consistiam em conseguir um desenvolvimento econômico gradual, fomentando um crescimento equilibrado em todos os setores industriais. A vitória de Stalin supôs uma política, em grande parte, de industrialização, com três aspectos políticos e econômicos inter-relacionados: a coletivização forçada do setor agrícola controlado por granjas estatais, o controle centralizado da economia mediante planos qüinqüenais e a neutralização da oposição com a reforma do sistema político. A coletivização pretendia eliminar a dependência alimentícia do setor industrial, suprimindo os pequenos proprietários agrícolas e aumentando o excedente do setor. A proibição dos mercados e a centralização da tomada de decisões econômicas pretendiam maximizar o uso dos recursos destinados à indústria. Essa política teve importantes efeitos negativos sobre o nível de vida médio da população. Os planos qüinqüenais teriam que ser planos agregados, porque não se poderia realizar um plano para cada um dos 12 milhões de bens produzidos em uma sociedade industrial. Ao permitir um certo grau de discricionariedade em cada setor, indústria ou empresa, esses planos em cada setor, indústria ou empresa, esses planos somente podiam ser aplicados de forma eficaz em função dos objetivos gerais que inspiraram o plano, e sua eficiência dependia dos objetivos políticos. A premiação dos gestores ou administradores, em função da capacidade para o cumprimento dos objetivos do plano, implicava em motivos para pedidos de mais matérias primas necessárias e para subestimar a capacidade produtiva da fábrica. Portanto, a centralização provocou um desenvolvimento desequilibrado, incompatível com uma planificação eficiente. De fato, pretender alcançar determinados objetivos, mediante a racionalização e a utilização de recursos e sua aplicação de forma cooperativa, imaginativa e motivada, não permite definir a economia centralizada do regime stalinista como uma economia "planificada". Devido à posição monopolista dos produtores, não existiam incentivos para adaptar-se às variações da demanda ou para melhorar a qualidade dos produtos. Esse sistema só foi exportado para o resto do Leste Europeu a partir de 1945. Em 1947, quando a União Soviética decidiu não se incorporar ao Plano Marshall, desconfiando das intenções do Ocidente, Moscou mudou sua estratégia, impondo pela força governos comunistas nos países que estavam sob sua esfera de influência. O objetivo era copiar o mecanismo da economia centralizada, reforçar o auto-abastecimento, para eliminar a dependência comercial da Europa Ocidental, e criar relações comerciais bilaterais com cada país, criando assim uma dependência econômica com a URSS. A partir do início da década de 1960, tornaram-se patentes os problemas e surgiram numerosas reformas, conduzindo a uma situação insustentável que deu lugar à política da Perestroika, ou “reforma econômica” de Mikhail Gorbatchov, e sua contrapartida política, denominada glasnost ou “transparência”: a supressão parcial da censura e o fomento da crítica positiva, que pretendiam também debilitar os opositores das reformas. Entretanto, os efeitos dessas medidas foram incontroláveis. Economia Mista Sistema econômico no qual participam tanto o setor privado como o setor público. Existe em muitos países capitalistas, particularmente nos de regime social-democrata. Nessas condições, o Estado, além de orientar a economia, detém a propriedade de importantes empresas em setores considerados estratégicos (bancos, indústrias de base, transporte, saúde e educação). A partir da queda do regime comunista no Leste Europeu e na antiga União Soviética e do apoio à empresa privada em países comunistas como China e Vietnã, é possível afirmar que não existe nenhum país que não pratique um regime de economia mista. Mas podemos afirmar também que, mesmo quando o comunismo estava em seu apogeu, havia certa atividade privada nesses países.
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