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Aprendizado Análise de Risco
 
 

AGO 24, 2006  Texto escrito no forum do Bastter.com pelo forense Radix sobre a importância da Análise de Risco.

Eu ainda preciso fazer o curso do Bastter e na primeira oportunidade, vou fazer. Mas, voltando a tópico deste artigo, eu gosto muito de análise de riscos e tenho estudado esse assunto desde que convivi em consórcios com uma grande construtora inglesa, para concorrência de uma enorme ponte em Portugal (US$1B) e comecei a aprender com eles.

Depois disso, o assunto me fascinou, e passei a comprar e ler muitos livros sobre isso, que é um assunto amplo, desde o ponto de vista de vários tipos de investidores, seguradoras, contratistas, etc.

Toda decisão na vida envolve riscos e, para quem não quer incorrer no que não pode, involve sua análise e formas de mitigação ou alocação.

A partir de minhas leituras e outros aprendizados, construi um modelo de análise de riscos no segmento em que trabalho (que não é especular com opções) que até hoje vem sendo utilizado em quase todos os países em que atuamos.

Na verdade, eu não construi esse modelo, foi um pouco cópia de um modelo da ABB (a gigante Suíço-Sueca), que atualmente nem é mais tão gigante assim.

Mas, no Brasil, era uma forma nova de ver as coisas, e talvez em parte por isso, nosso faturamento ano passado foi mais que 3 vezes maior que a segunda colocada no segmento.

Vou lhes dar um exemplo de como o caso que o Bastter colocou aí em baixo, sobre a contratação de novatos é muito simplista.

Veja abaixo qual a mensagem, do Bastter, o Radix se referiu acima:

Vou contar uma historinha pra vocês. Conheço um grande banqueiro de banco de investimentos. Às vezes eu visito ele. Sempre aprendo alguma coisa. E uma das vezes que eu fui la visitá-lo, ele me chamou para acompanhar a seleção de um novo estagiário para o banco dele.

Ele gosta de pegar gente que acabou de entrar na faculdade. Porque, dizia ele, que a pessoa está menos idiotizada pela faculdade e ele pode orientar a não ser mediocrizado. Bem, enfim a prova era assim: ele colocava uma operação no quadro. Uma operação simples. E pedia que todos dissertassem sobre a operação.

Depois pegou as vinte redações e foi escolher o estagiário. Foi pegando as redações, eu estava do lado dele, olhava e jogava para o lado: "não serve, não serve, não serve".

Só de olhar. Achou uma e disse: contrata esse. Depois eu fui olhar, os que ele dizia "não serve" só de olhar, tinha muita coisa escrita. Ele nem lia as que tinham muita coisa escrita. Olha que eram verdadeiros tratados econômicos.

Alguns ele lia um pouco e logo dizia não serve. Escolheu um que só escreveu uma frase: Nesta operação você pode perder "tantos reais". E mais nada.

Bem, voltemo-nos ao artigo do Radix:

Imaginem três travas de baixa em opções com PETR4, uma de 44 / 46, outra de 46 / 48 e outra de 48 / 50.

Para cada 1000 lotes operados, o risco máximo será sempre 2000 reais menos o valor que você vendeu.

Ou seja, na trava de 44 / 46 o risco máximo será menor do que na trava de 48 / 50, já que você vendeu por mais.

Então vamos direto para a trava de 44 / 46?

Não.

É obvio para todos que o risco da 44 / 46 é maior que a da 48 / 50, mas o ganho desta última será menor caso não suba.

Como avaliar se é melhor tentar uma trava de 1000 da 44 / 46 ou de 3000 da 48 / 50?

Essa é a questão, e não dizer simplesmente quel o risco máximo.

Não existe uma resposta certa, já que tudo está precificado.

Black & Scholes (B&S) ajuda a perceber pontos de maior sucesso, porém como pode ser aprendido no melhor livro que há sobre opções (Options - Essential Concepts and Trading Strategies) num capítulo à parte do livro e que os editores (a CBOE) julgaram útil incluir, mesmo os desvios do "preço justo B&S" não podem ser garantia de ganhos, às vezes até pelo contrário.

Mas, acho que algumas coisas são verdades, como:

- Você não pode arriscar mais do que pode perder;

- Você vai perder no longo prazo se não tiver a acbeça boa e bom conhecimento;

- Sua saúde está em jogo;

- Se o mercado tivesse uma fórmula 55% correta, não existiria mercado, sem falar de coisas 90% certas ou de 5% na semana;

- Atualmente, no Brasil não há (mas já houve) conspiradores que manipulam o mercado a seu bel prazer facilmente.

A Análise Técnica pode ser um instrumento a seu favor, mas se você admitir que ela acerta muito você vai se ferrar, pois o mercado passa por cima de qualquer Analista Técnico.

Temos incontáveis exemplos disso:

- Um cara pobre não vai ficar rico operando opições colado na tela, vai ficar mais pobre e doente, ele precisa de alguma coisa que esteja construindo realmente.

- Um cara rico pode melhorar seus rendimentos através do conhecimento profundo do mercado, mas um cara realmente rico pode negociar isso com um private bank e ir curtir a vida e a saúde.

Dizer que o risco máximo, que o que você pode perder é "tantos reais" é fácil. Mas o cara da histórinha do Bastter realmente mereceu ser contratado, pois quase ninguém diz o que é obvio porém certo.

abraços a todos,

Radix


(!)
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