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MAR 29, 2002 De uma forma bastante simplista, com foco na didática, por assim dizer, e sem entrarmos em estudos de divergências, LTA's e LTB's, estudos combinados com sua própria média ou dele com outros indicadores, etc. podemos tentar entender um pouco mais sobre o vovô dos indicadores. Cabe também dizer que o IFR é um indicador líder
ou coincidente, nunca um retardatário. Vamos imaginar também que depois de vários estudos e testes de performance, tenhamos escolhido o ajuste de 14 dias para trabalhar num gráfico diário. Se o IFR14 daquele ativo está em 20% significa, em linguagem bem simples que apenas 20 daqueles 100 investidores imaginários já se posicionaram na ponta de compra, montando sua carteiras.
Imaginem agora os outros 80 investidores ainda não posicionados, vendo um suporte, que pode ser tanto um suporte histórico como simplesmente um determinado nível de preços sendo respeitado, abaixo do qual minguam as ofertas de venda, e o ativo começando a subir com o indicador flexionando para cima. Então temos 80 investidores ávidos por entrar na ponta de compra de 20 investidores posicionados! O impulso que normalmente advém deste movimento das profundezas do indicador tende a ser mais vigoroso e consistente. Historicamente isto pode ser comprovado. Imaginem por outro lado 80 investidores posicionados, portanto com o IFR a 80%, vendo a demanda de compras a mercado diminuindo, uma resistência, que também pode ser tanto uma resistência histórica como um determinado nível de preços sendo respeitado, acima do qual minguam tremendamente as ofertas de compra, com o indicador flexionando para baixo e tentando salvar-se primeiro. Neste caso temos 80 investidores entrando na ponta de venda ... para os 20 investidores que ainda não compraram! O impulso que normalmente advém deste movimento das alturas do indicador, obviamente, tende também a ser mais vigoroso e consistente. Ou seja, qualquer susto nos extremos do indicador pode detonar um movimento brusco e mais seguro de se posicionar. Mas o IFR só é realmente útil e altamente confiável em seus extremos. E por falar em extremos torna-se importante notar que cada ativo tem sua personalidade própria, ou seja, temos ativos que atingem diferentes níveis de sobrecompra e sobrevenda. Para não termos que ajustar diferentes períodos de IFR para cada ativo a fim de encontrarmos sempre os limites de 20% e 80% podemos trabalhar, por exemplo, com o IFR de 14 barras para todos os ativos mas tendo o cuidado de analisar historicamente onde estão os topos e fundos do indicador nos ativos que queremos operar auxiliados pelo indicador. O "vovô" dos indicadores é altamente confiável em seus extremos, na avassaladora maioria das vezes. Finalmente, como sua utilização não tem a mesma confiabilidade "no meio do caminho", ou seja, acima da região de sobrevenda e abaixo da região de sobrecompra, aliás onde oscila a maior parte do tempo, torna-se necessário sua utilização de forma combinada com um outro indicador. Uma última observação é quanto ao ajuste intraday do IFR. Exemplificando, se trabalhamos com gráficos intraday de 5 minutos e mantemos o IFR ajustado para 14 barras (agora são barras de 5 minutos ao invés de dias) estamos estudando o comportamento do mercado num ciclo de 70 minutos ou pouco mais de 1 hora. Muito rápido portanto. Então seu ajuste pessoal do IFR está em função do timing do gráfico que vai utilizar e do timing das operações que pretende fazer. O artigo acima foi desenvolvido pelo forense Smarca, que demonstra uma forma simples e exemplificada como entender melhor este indicador muito conhecido e acompanhado por todos. Abaixo temos um texto mais técnico desenvolvido pelo forense
Quasar:
Onde: É fácil verificar que ele se torna "oversold" (IFR < 20) porque a razão U/D cai abaixo de 1/4 (0,2). Ou seja, quando a soma das variações diárias baixistas B excede 4 vezes a soma das variações diárias altistas A (B > 4A). Ademais, toda vez que o IFR invade fortemente a região 0-20 (oversold), ele o faz porque, progressivamente, B tornou-se bem maior que A. E isso só ocorre devido a uma prevalência de baixas durante o período de cálculo n. Como, o IFR de um novo dia, digamos d, despreza a variação do 14º período mais antigo (d-14) para incluir a variação do novo período (d), em qualquer situação, para que o IFR cresça é suficiente que A cresça e/ou B decresça. E isso pode acontecer de diversas maneiras, inclusive pela mera substituição de uma baixa em d-14 por uma baixa menos pronunciada em d. Por extensão, a simples substituição de um subperíodo antigo com forte predominância de baixas (condição necessária para o IFR tornar-se oversold) por um outro subperíodo recente com um certo equilíbrio entre altas e baixas (congestionamento) acarretará em um crescimento do IFR. Se esse fenômeno se prolongar, o IFR acabará atingindo a vizinhança de 50 sem sair do congestionamento, já que nesse caso a razão U/D alcançará a vizinhança de 1/2 (0,5). Aprenda mais sobre o Indice de Força Relativa
no livro RSI
- Relative Strength Index: Forecasting and Trading Strategies, considerado
a bíblia sobre os estudos nesta arte milenar. Este livro tráz
uma explanação profunda sobre a técnica numa linguagem
simples. Você pode ler algumas páginas deste livro na Amazon.com.
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